ROMARIA A PÉ - LAVRAS/MG À APARECIDA/SP
Prezados Leitores,
Na próxima semana (de 15 a 23 de julho) estaremos caminhando de Lavras/MG até Aparecida/SP, o que nos impossibilitará de postar novos artigos neste espaço. Os demais ícones continuarão atualizados.
Ao retornarmos, postaremos as fotos cruzando as lindas montanhas mineiras.
Abraços e inté.
Rodrigo Mesquita Costa.
Bem vindos, encontrem aqui notícias, artigos e vídeos sobre meio ambiente, legislação ambiental, sustentabilidade...
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quinta-feira, 14 de julho de 2011
quarta-feira, 13 de julho de 2011
O decrescimento e os limites da Terra, artigo de José Eustáquio Diniz Alves
As atividades humanas estão atingindo o limite imposto pelo Planeta, dado a tecnologia corrente”
[EcoDebate] Esta frase já foi escrita e reescrita ao longo da história. Ela traz duas tendências conflitantes: por um lado os limites da Terra tendem a interromper o crescimento econômico, mas novas tecnologia tendem a expandir os limites da presença do ser humano no Planeta.
De fato, a inventividade humana tem prolongado constantemente os limites naturais do planeta. A humanidade se expandiu quando passou da coleta extrativista para a economia agrícola e para a domesticação de animais. Depois deu outro grande salto quando iniciou a Revolução Industrial e expandiu a tecnologia e o domínio de novas fontes de energia. Já tivemos a primeira, a segunda e a terceira Revolução Industrial, com grandes avanços na ciência e tecnologia.
A população passou de cerca de 1 bilhão de habitantes em 1800 para 7 bilhões em 2011. Segundo a projeção média da divisão de população da ONU, poderemos chegar a 10 bilhões em 2100. Com novas tecnologias e a produção de mais alimentos poderíamos ter uma população vivendo mais tempo e com melhores condições de vida durante o século XXI. Ou seja, os limites da Terra não são fixos e, em tese, podem ser expandidos.
Mas até quando?
Algumas pessoas consideram que a população mundial pode atingir 11, 12 ou 15 bilhões de habitantes, pois o ser humano sempre encontra formas de expandir suas fronteiras e explorar ao máximo os recursos do Planeta. Segundo projeções de consultorias internacionais, o PIB mundial, em valores constantes, deve passar de US$ 70 trilhões em 2009 para US$ 280 trilhões em 2050 e pode chegar a mais de 1 (um) quatrilhão de dólares em 2100. O céu é o limite?
Bem, existem estudos que mostram que o grande crescimento populacional e econômico do século XX só foi possível devido à eficiência energética do petróleo e os baixos preços que predominaram até recentemente. Segundo Ricardo Abramovay, no artigo “Desafios da economia verde” (FSP, 27/06/2011): “Nos anos de 1940, cada unidade de energia investida para produzir petróleo rendia o equivalente a 110 unidades de energia. Ao longo do século 20, esses retornos foram declinando. A estimativa internacional para exploração em plataformas de alto mar, como o pré-sal, hoje, é de um para dez (…) O crescimento demográfico e econômico do século 20 teria sido impossível sem esse escravo barato”.
Portanto, o combustível que possibilitou o grande crescimento populacional e econômico está perdendo eficácia. Energia cara significa preço de alimentos caros. Além disto, o verdadeiro custo do petróleo (assim como do carvão vegetal e mineral) será cobrado no século XXI, pelo efeito do aquecimento global.
Ademais, outras pessoas questionam: vale a pena todo o sucesso e progresso alcançado no século XX? Para que toda esta compulsão pelo crescimento? Todo este desenvolvimento não está sendo feito às custas da depauperização do Planeta?
Ademais, outras pessoas questionam: vale a pena todo o sucesso e progresso alcançado no século XX? Para que toda esta compulsão pelo crescimento? Todo este desenvolvimento não está sendo feito às custas da depauperização do Planeta?
Diversos estudos mostram que o maior problema contemporâneo é que a espécie humana tem crescido às custas de outras espécies terrestres e da riqueza natural acumulada durante milhões de anos (como no caso das energias fósseis). Criamos cada vez mais animais para satisfazer o apetite das pessoas. Cultivamos cada vez mais plantas para alimentar estes animais domesticados, inclusive o “gorila domesticado”, como Henry Ford se referia ao ser humano. As áreas virgens do Planeta foram de(s)floradas. A pegada ecológica da humanidade não para de agredir o meio ambiente e reduzir as fontes de vida e a biodiversidade.
Será que o homo sapiens está utilizando corretamente a sua inteligência?
Será que o homo sapiens está utilizando corretamente a sua inteligência?
Existem muitos estudiosos pensando alternativas para o atual modelo econômico hegemônico. Há uma corrente do pensamento que prega o “Decrescimento” e combate a obsessão humana pelo crescimento da população e da economia. A humaninade sempre se confronta com pelo menos duas alternativas: continuar crescendo ou optar por algum tipo de “sociedade alternativa”. Qual será o nosso futuro?
José Eustáquio Diniz Alves, articulista do EcoDebate, é Doutor em demografia e professor titular do mestrado em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE. As opiniões deste artigo são do autor e não refletem necessariamente aquelas da instituição. E-mail: jed_alves{at}yahoo.com.br
terça-feira, 12 de julho de 2011
Cogumelo que emite luz é encontrado no Brasil após 170 anos
Pesquisadores encontraram no Piauí um cogumelo que emite luz e que tinha sido avistado pela última vez há quase 170 anos. A pesquisa do grupo de cientistas da USP e das universidades americanas de São Francisco e de Hilo, no Havaí, será publicada na revista científica Mycologia.
O Neonothopanus gardneri é o maior fungo bioluminescente do Brasil e um dos maiores do mundo.
‘Já tinha encontrado alguns cogumelos que emitem luz no Brasil, mas menores, alguns do tamanho de um fio de cabelo’, disse à BBC Brasil o professor Cassius Vinicius Stevani, do Instituto de Química da USP. ‘Este foi o maior, um grupo deles emite quantidade considerável de luz’, afirmou.
‘Flor de coco’ – Em 1840, o cogumelo foi descoberto pelo botânico britânico George Gardner quando viu garotos brincando com o que pensou serem vagalumes nas ruas de uma vila onde hoje fica a cidade de Natividade, em Tocantins.
Chamado pelos locais de ‘flor de coco’, o fungo bioluminescente foi classificado como Agaricus gardeni e não foi mais visto desde então.
‘Fiquei sabendo que existiam ainda fungos assim por volta de 2001. Nos anos seguintes, me chegavam relatos de Tocantins e Goiás de um cogumelo grande, amarelo, que emitia uma luz’, diz Stevani. ‘Mas fotografia mesmo vi só em 2005, uma tirada no Piauí’, afirma ele, que já participou de expedições noturnas para a coleta do cogumelo. ‘As buscas acontecem em noites escuras, de lua nova, com as lanternas desligadas’, explica.
Curiosamente, o cogumelo ainda é conhecido popularmente em várias partes do país como ‘flor de coco’. Existem 71 espécies de fungos que emitem luz, 12 delas estão presentes no Brasil . A ciência ainda não desvendou o processo químico que permite que o fungo produza luz, nem a razão disso.
Uma das teses consideradas é a de que a luz é emitida para atrair insetos noturnos, ajudando os fungos a dispersar seus esporos para a reprodução. Outra diz que a luz atrai insetos predadores que atacam insetos menores que se alimentam do fungo. (Fonte: G1)
segunda-feira, 11 de julho de 2011
David Byrne ataca na Flip modelo urbanístico ‘insustentável’
Quem esperava ouvir o escocês David Byrne falando na Flip sobre música e os tempos de Talking Heads, recebeu uma aula de urbanismo e cidadania. Byrne participou de mesa intitulada “Tour dos trópicos” na tarde deste domingo (10), último dia da Festa Literária de Paraty.
É que ele promove o livro “Diários de bicicleta”, relato de suas viagens por variadas cidades do mundo a partir da perspectiva de um ciclista convicto, que começou seus passeios sobre duas rodas nos anos 1980, em Nova York.
“O livro que fiz não é sobre bicicletas”, disse Byrne logo no começo de sua palestra. Ele trata de como o modelo atual de urbanismo, em sua opinião, é insustentável. O escocês promove a opinião de que as bicicletas podem ajudar a solucionar esse problema.
“Quanto mais pessoas andam de bicicleta, o número de acidentes com ciclistas diminui”, falando sobre o que costuma ouvir sobre São Paulo, considerada uma cidade perigosa para se andar de bicicleta.
Otimista, o ex-Talking Heads disse ainda sobre a capital paulista: “São Paulo tem potencial, é mais verde do que se pensa.”
Ao longo de sua fala, exibiu fotografias que tirou durante suas viagens. Mostrou o que chama de “áreas mortas” dos Estados Unidos. Conexões de rodovias, áreas abaixo de viadutos, que afastam as pessoas.
“Muitas dessas áreas deram lugar a estacionamentos. São áreas mortas, onde não há interação humana, não há esportes. E são venenosas, se espalham para regiões vizinhas também”, disse.
Em seguida, mostrou exemplos na Europa de cidades em que, apesar de os automóveis não terem sido completamente banidos, as prefeituras tornaram mais difícil sua circulação, fechando ruas apenas para os pedestres. Elogiou Berlim e Amsterdã.
O especialista em urbanismo Eduardo Vasconcellos também participou da conversa, expondo a experiência de quem conhece o exemplo de um país em desenvolvimento. “Nós criamos cidades hostis. A elite precisa do automóvel para sobreviver. No governo, as pessoas têm automóveis. Naturalmente, os decisores optam pelas opções em favor do automóvel”, disse. (Fonte: Marcus Vinícius Brasil/ G1)
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