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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Ministra diz que governo não aceita flexibilizar MP do Código Florestal


A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, afirmou nesta terça-feira (10) que o governo quer a aprovação da medida provisória do Código Florestal sem qualquer flexibilização do reflorestamento exigido de médios produtores. Ruralistas pressionam para alterar a taxa de recomposição das florestas para quem possui propriedades com mais de 4 módulos fiscais e menos de 10 módulos.

A MP editada por Dilma exige dos médios produtores uma recomposição florestal de 20 metros em áreas de produção nas margens de rios com até 10 metros. As bancadas ruralistas da Câmara e do Senado pressionam para reduzir a recomposição para 15 metros.

O relator da MP do Código Florestal na comissão mista criada para analisar a matéria, senador Luiz Henrique (PMDB-SC), propôs uma alternativa: manter a exigência de recompor 20 metros, mas limitado à ocupação de 25% da propriedade. Assim, se a recomposição dos 20 metros for ultrapassar 25% das terras do médio produtor, ele poderá reflorestar uma área menor.

Indagada se o governo aceitaria alguma das duas propostas de modificação da MP, Ideli Salvatti respondeu: “A presidenta tomou uma decisão muito correta, ela apoiou o que foi aprovado nas duas casas, apoiou o acordo feito no Senado e tomou uma decisão sábia, de priorizar o aspecto social para as pequenas propriedades, diminuindo a perspectiva de recomposição, mas não zerando. Ou seja, todos deverão fazer a recomposição ambiental, cada um proporcional ao tamanho da sua propriedade.”

Ela afirmou esperar que a medida editada pela presidente seja aprovada sem modificações nas taxas de reflorestamento. “A escadinha [de recomposição conforme o tamanho da propriedade] foi muito bem aceita, com grande apoio popular, e a gente espera que o Congresso apóie aquilo que está previsto na MP.”

Nesta terça, a ministra se reuniu no Palácio do Planalto com o relator da medida provisória e os ministros da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, da Agricultura, Mendes Ribeiro, e do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, para tratar da votação da proposta na comissão mista.

A análise do relatório de Luiz Henrique, prevista para ocorrer nesta terça, foi adiada pela terceira vez. Os integrantes da comissão mista pediram tempo para analisar o relatório do senador e remarcaram a votação para esta quarta-feira (11). (Fonte: G1)

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Cientistas descobrem partícula subatômica inédita


Cientistas anunciaram nesta quarta-feira (4) a observação de uma partícula subatômica inédita até então. Eles veem fortes indícios de que se trate do “bóson de Higgs”, a “partícula de Deus”, única partícula prevista pela teoria vigente da física que ainda não tinha sido detectada em laboratórios, e que vinha sendo perseguida ao longo das últimas décadas.

Pela teoria, o bóson de Higgs teria dado origem à massa de todas as outras partículas. Se sua existência for confirmada, portanto, é um passo importante da ciência na compreensão da origem do Universo. Se ele não existisse, a teoria vigente deixaria de fazer sentido, e seria preciso elaborar novos modelos para substituí-la.

“Eu não tenho muita dúvida de que, na física de partículas, é o evento mais importante dos últimos 30 anos”, afirmou Sérgio Novaes, pesquisador da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), que faz parte da colaboração CMS. “Eu acho que é um momento histórico que a gente está vivendo”, completou.

Apesar do grande impacto na física teórica, a descoberta ainda não representa um avanço direcionado a nenhum campo específico da tecnologia.

‘Partícula de Deus’ – O “bóson de Higgs” ganhou o apelido de “partícula de Deus” em 1993, depois que o físico Leon Lederman, ganhador do Nobel de 1988, publicou o livro “The God Particle” (literalmente “a partícula de Deus”, em inglês), voltado a explicar toda a teoria em volta do bóson de Higgs para o público leigo. Ainda não há edição desse livro em português.

A nova partícula tem características “consistentes” com o bóson de Higgs, mas os físicos ainda não afirmam com certeza que se trate da “partícula de Deus”. Para isso, eles vão coletar novos dados para observar se a partícula se comporta com as características esperadas do bóson de Higgs.

Maior máquina do mundo – O anúncio foi feito em Genebra, na Suíça, sede do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na sigla em francês). As conclusões foram baseadas em dados obtidos no Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), acelerador de partículas construído pelo Cern ao longo de 27 quilômetros debaixo da terra, na fronteira entre a França e a Suíça.

Essa máquina, considerada a mais poderosa do mundo, foi construída especificamente para estudos de física de partículas, e a descoberta desta quarta é a mais importante que já foi feita lá até o momento.

Dois resultados, uma conclusão – A descoberta foi confirmada por especialistas do CMS e do Atlas, dois grupos de pesquisa independentes que fazem uso do LHC. Apesar de usarem o mesmo acelerador de partículas, as duas colaborações científicas trabalham com detectores diferentes e seus resultados são paralelos. Os resultados antecipados na quarta-feira ainda serão publicados em revistas científicas.

Os cientistas medem a massa das partículas como se fosse energia. Isso porque toda massa tem uma equivalência em energia. Se você calcula uma, tem o valor das duas. A unidade de medida usada é o gigaelétron-volt, ou “GeV”.

No anúncio, o CMS disse que observou um “novo bóson com a massa de 125,3 GeV” – com margem de erro de 0,6 GeV para mais ou para menos – “em 4,9 sigmas de significância”. Esses “sigmas” medem a probabilidade dos resultados obtidos. O valor de 4,9 sigmas representa uma chance menor que um em 1 milhão de que os resultados sejam mera coincidência. Por isso, os cientistas consideram esse número como uma confirmação da descoberta.

Paralelamente, o grupo Atlas afirmou que “exclui a não-existência de uma partícula com a massa de 126,5 GeV, com a probabilidade de 5 sigmas”. A pequena diferença entre os números dos dois grupos – de 125,3 GeV para 126,5 GeV – não é considerada significativa pelos físicos.

Em 2011, pesquisadores dos dois grupos de pesquisa do Cern já haviam “encurralado” o bóson de Higgs, quando identificaram a faixa em que encontrariam a partícula – a massa estaria entre 115 GeV e 130 GeV.

Na última segunda, pesquisadores norte-americanos também tinham encontrado “forte evidência” da existência da partícula, em experiências com um acelerador próprio, o Tevatron.

Decaimento – Um dos motivos pelos quais é tão difícil detectar o bóson de Higgs é a sua instabilidade. Essa partícula dura muito pouco tempo e rapidamente se transforma – decai, no jargão científico – em outras. Para encontrar a nova partícula anunciada nesta quarta, eles estudaram o resultado destes decaimentos.

Tanto o CMS quanto Atlas concentraram seus esforços em duas partículas específicas: os fótons, que é como a luz se manifesta, e os bósons Z, que medeiam a chamada força fraca. O resultado foi suficiente para identificar a existência de uma partícula inédita, mas não para caracterizá-la em detalhes.

Para confirmar se o bóson descoberto é mesmo a “partícula de Deus”, será necessário estudar a fundo os decaimentos. O Modelo Padrão – conjunto de teorias mais aceito para explicar as interações da natureza e as partículas fundamentais que constituem a matéria – prevê o decaimento do bóson de Higgs em diferentes partículas, cada uma em determinada quantidade.

O próximo passo dos cientistas é testar os vários decaimentos decorrentes dessa partícula. Se os resultados continuarem sendo coerentes com o Modelo Padrão, será confirmado que ela é mesmo o bóson de Higgs.

Caso haja divergências, pode ser que explicações teóricas alternativas sejam adotadas. Já existe uma, chamada de supersimetria, que faz adendos ao Modelo Padrão e prevê a existência de vários bósons de Higgs com pequenas divergências entre si. Enquanto estas experiências não mostrarem resultados, é impossível afirmar qual dos modelos se adéqua melhor à natureza.

Cientistas brasileiros envolvidos na pesquisa do Cern falaram ao G1 e relatam ‘clima de festa’. “Tinha uma fila que eu nunca vi no Cern. Estava todo mundo empolgado”, relatou Denis Oliveira Damazio, contratado pelo Laboratório Nacional de Brookhaven, nos Estados Unidos, que trabalha na sede do centro suíço. (Fonte: G1)

terça-feira, 3 de julho de 2012

Produtos naturais são alternativas para melhorar a sustentabilidade ambiental da piscicultura



Foto: Maria Tupinambá

A utilização de plantas medicinais para melhorar as condições de saúde dos peixes criados em piscicultura é tema de pesquisas desenvolvidas pela Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus-AM), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Plantas como cipó-alho, cravo-da-índia e alfavaca estão sendo testadas para desenvolvimento de tecnologias, que melhorem a sustentabilidade ambiental da atividade. Essas soluções estão sendo testadas para boas práticas de manejo na piscicultura, que possam reduzir riscos ambientais na produção de pescado e prevenir danos à saúde humana.

A proposta dessas pesquisas com plantas medicinais é proporcionar alternativas naturais para substituir produtos químicos que tenham potencial tóxico, quando utilizados na piscicultura. Um exemplo da utilização de produtos naturais para o manejo dos peixes é o eugenol, uma substância encontrada no cravo da índia e também em algumas plantas nativas da Amazônia.

O pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, Luiz Inoue, desenvolveu pesquisa em que várias plantas foram testadas como anestésico de peixes e para minimizar problemas no transporte desses animais, principalmente de tambaqui e mantrinxã, peixes originários da Amazôniam que passaram a ser cultivados em várias regiões do Brasil, principalmente por ter boa aceitação comercial.

“Durante o manejo, os peixes podem se machucar e, consequentemente, isso pode favorecer a manifestação de doenças e morte de animais, alguns dias depois”, explica o pesquisador. “O uso dos anestésicos naturais reduz a movimentação excessiva dos animais e o estresse dos peixes, aumentando as chances de sucesso da prática de manejo, eliminando o risco de intoxicação do trabalhador e dos animais”, explica. Esse estudo faz parte de projeto da Embrapa, com apoio do CNPq.

Outra pesquisa diz respeito à prospecção de efeitos medicinais do alho e do cipó alho para a prevenção de doenças do tambaqui, quando criado em gaiolas. A pesquisadora da Embrapa Amazônia Ocidental, Cheila Boijink, explica que a disseminação de problemas relacionados à saúde dos peixes nas estações de piscicultura está relacionada às quantidades e densidade de peixes mais elevadas que as encontradas naturalmente nos rios e lagos. Nessas condições, os peixes são afetados por microrganismos parasitos oportunistas e com isso os produtores vêm aumentando o uso de produtos químicos para o controle e prevenção de doenças.

A preocupação com os riscos de intoxicação aos consumidores e a poluição dos mananciais de água motivou as pesquisas em busca de alternativas nas plantas medicinais. A pesquisa também avalia o uso de imunoestimulantes naturais, presentes no alho e cipó-alho, para aumentar a atividade do sistema de defesa dos peixes e protegê-los contra doenças infecciosas e parasitárias.

Os estudos relacionados aos sistemas de cultivo com as plantas medicinais e extratos fitoterápicos são conduzidos pelo pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, Francisco Célio Chaves. “A proposta de uso de produtos naturais com conhecida característica medicinal parece ser alternativa interessante para amenizar esses problemas, proporcionando ainda melhor qualidade do pescado, livre de produtos químicos”, afirma a pesquisadora Cheila Boijink, da área de fisiologia e sanidade de peixes.

Outra vantagem na utilização desses produtos naturais é o menor risco ambiental e redução de custos na compra de medicamentos. “Acreditamos ainda que no futuro próximo os mercados internacionais de peixes vão solicitar cada vez mais alimentos que não tiveram nenhum contato com produtos químicos”, acrescenta a pesquisadora.

Matéria de Síglia Regina / Jornalista, da Embrapa Amazônia Ocidental – Manaus/AM, publicada pelo EcoDebate, 03/07/2012

segunda-feira, 2 de julho de 2012

As maravilhas do planeta vistas do espaço


Paulo André Vieira
01 de Julho de 2012

Nosso planeta possui diversas maravilhas dotadas de uma beleza capaz de nos tirar o fôlego. Podemos descer de barco pela confluência entre os rios Negro e Solimões e apreciar as águas corendo em paralelo sem se misturar. Podemos olhar de baixo os montes Fuji e Everest e sentir dentro de nós suas majestades. Mas, ao serem vistas do espaço, tais marcos de nosso planeta ganham contornos que não somos capazes de vislumbrar enquanto nossos chãos estão tocando o solo. E até algumas maravilhas que só revelam sua majestade quando vistas do espaço. A seguir podemos ver algumas dessas incríveis imagens.

As imagens a seguir foram retiradas do Google Earth, e as descrições da Wikipedia.




A Estrutura de Richat é uma estrutura circular situada na Mauritânia, no meio do deserto do Saara. Possui cerca de 50 quilômetros de diâmetro, e só pode ser visível em sua totalidade do espaço sideral. Pelas últimas interpretações geológicas, seria o resultado duma erupção vulcânica atípica, ocorrida há 100 milhões de anos, no período cretáceo, que posteriormente teriam afundado devido a um longo processo de erosão.




No dia 27 de Agosto de 1883, a ilha de Krakatoa, na Indonésia, desapareceu quando o vulcão de mesmo nome entrou em erupção. É considerada a erupção vulcânica mais violenta que o homem moderno já testemunhou. Atualmente, na região da cratera, há uma nova formação rochosa em andamento chamada Anak Krakatau (Anak Krakatoa, filho de Krakatoa ou Krakatau), que já possui mais de 800 metros de altura. Cientistas afirmam que a nova formação pode ser ainda muito mais poderosa que o antigo Krakatoa.




A Cratera de Barringer está localizada no Arizona, EUA. Os cientistas acreditam que fora formada há aproximadamente 50 mil anos por um meteorito com a força de uma bomba de hidrogênio, deixando uma cratera de pouco mais de um quilômetro de diâmetro e 200 metros de profundidade.




A Grande Duna de Pilat é uma enorme formação de areia natural costeira acumulada no litoral da França. É um fenômeno geologicamente muito recente, formado pelo colapso no século XVIII de um grande banco de areia oceânica situado em frente a sua costa. Considerados um ecossistema de valor excepcional, a duna e o entorno foram protegidos pelo Estado francês mediante diferentes medidas de preservação.




O Delta do Nilo é a região onde o rio Nilo se divide em vários braços para desaguar no mar Mediterrâneo, no norte do Egito, com 160 km de comprimento e 250 km de largura. O contraste do verde com o deserto ao seu redor é impressionante.




O Monte Fuji é a mais alta montanha do Japão. É um vulcão ativo, porém de baixo risco de erupção. Ele é um dos símbolos mais conhecidos do Japão, sendo frequentemente retratado em obras de arte e fotografias e recebendo muitas visitas de alpinistas e turistas.




O Encontro das Águas é um fenômeno que acontece na confluência entre o rio Negro, de água negra, e o rio Solimões, de água barrenta, onde as águas dos dois rios correm lado a lado sem se misturar por uma extensão de mais de 6 km. Esse fenômeno acontece em decorrência da diferença entre a temperatura e densidade das águas e, ainda, à velocidade de suas correntezas.




O Everest é a maior montanha sobre a superfície da Terra, localizado na cordilheira dos himalaias na fronteira entre a China e o Nepal. Até o final de 2001, 1491 pessoas conseguiram alcançar o topo, e delas 172 não retornaram da aventura. Muitas morreram de hipotermia.




Ayers Rock é uma monólito situado ao Norte da área central da Austrália. É o segundo maior monólito do mundo, sagrada aos aborígenes e tem inúmeras fendas, poços com água, cavernas rochosas e pinturas antigas. É notável pela sua qualidade de coloração variável de iluminação diversa que ocorre em diferentes horas do dia e do ano, apresentando ao pôr-do-sol uma visão de rara beleza.




O Grand Canyon encontra-se no território dos EUA. Seu vale foi moldado pelo rio Colorado durante milhares de anos à medida que suas águas percorriam o leito, aprofundando-o ao longo de 446 km. Chega a medir entre 6 e 29 km de largura e atinge profundidades de 1600 metros. É considerado uma das sete maravilhas naturais do mundo e um ponto turístico visitado por milhares de turistas anualmente, gerando receita para as cidades e populações ribeirinhas ao desfiladeiro.