Pesquisar este blog

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Fórum de Meio Ambiente discutirá destino de resíduos sólidos




Discutir o destino de resíduos sólidos é envolver questões de saúde pública e econômicas para cidades e empresas. No próximo dia 20 de setembro, a partir das 13h, a Câmara de Comércio e Indústria Brasil – Alemanha de Curitiba apresenta o III Fórum de Proteção e Cuidado com o Meio ambiente, que abordará do tratamento à necessidade de uma gestão integrada para resíduos sólidos. Ao todo, quatro palestrantes de Curitiba, São Paulo e Santa Catarina abordarão em suas palestras assuntos diferentes a respeito do tema.

Para dimensionar a importância do assunto, atualmente das 5.500 cidades brasileiras, apenas 766 possuem coleta seletiva. Os dados foram revelados em pesquisa desenvolvida pelo Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), apresentada no final de agosto no seminário “Política Nacional de Resíduos Sólidos – A Lei na Prática”, no Rio de Janeiro. De acordo com Cris Baluta, coordenadora do Fórum, “empresas, cidadãos comuns e governos devem se aproximar de forma cada vez mais objetiva e concreta a fim de viabilizar recursos e inovações voltadas a esse assunto que envolve a produção e o consumo”.

A palestrante engenheira civil, Carina Arita (TITECH do Brasil Solução em Segregação), de São Paulo, acredita que o maior problema está no gerador dos resíduos, pois se esse resíduo não for separado inicialmente, ele se perde. “Quando o material é cuidado na fonte, o valor agregado a ele é muito maior e a contaminação, menor. Separar apenas o que é seco do que é úmido já representa metade do trabalho de reciclagem”, garante Carina.

A Dra. Fabiana Atallah (GAHauer Advogados Associados), de Curitiba, comentará a respeito da Política Nacional de Resíduos Sólidos. O que se pretende é fazer uso da logística reversa, em que toda embalagem retorna para o local em que foi adquirida, da mesma forma como acontece hoje com as embalagens de agrotóxicos. “Nosso ideal é que em 2014 não existam mais os lixões no Brasil. Em países como a Alemanha, nem aterros sanitários existem mais. Nosso modelo econômico induz ao consumo e isso traz conseqüências que podem ser irreversíveis. As futuras gerações têm direito de aproveitar o planeta de modo saudável”, explica a doutora.

Os outros palestrantes são Dr. Pery Saraiva Neto (Sperotto Advogados Associados), que falará sobre as peculiaridades existentes na legislação ambiental para com os resíduos sólidos entre os três estados da região Sul e os sócios Engenheiros Alexandre Pujol Lazarini e Ricardo Góis dos Santos (Ambiensys Gestão Ambiental), sobre a importância de se atuar de forma preventiva, tendo a gestão de resíduos sólidos como fator de competitividade para a empresa. (Fonte: Ascom)

Nenhum comentário:

Postar um comentário